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PYPORE


Pypore investiga as relações entre extrativismo, memória e território a partir de diferentes regiões do Paraguai. O projeto propõe compreender a paisagem não apenas como um espaço geográfico, mas como um corpo continuamente atravessado por processos de exploração, deslocamento e transformação.

Por meio de pintura, pesquisa de campo, cartografia, fotografia, arquivos e diálogo com comunidades locais, a investigação busca identificar como monocultivos, mineração, hidrelétricas e outras formas de exploração reorganizam tanto a matéria da paisagem quanto as formas de vida que nela persistem.

Mais do que documentar esses processos, Pypore procura construir uma cartografia sensível das marcas deixadas pelo extrativismo sobre o território e sobre aqueles que o habitam, aproximando corpo, memória e paisagem como dimensões inseparáveis de uma mesma experiência.

Status: Pesquisa em desenvolvimento. Linguagens: Pintura · Fotografia · Pesquisa de campo · Cartografia · Arquivo · Escrita

Palavras-chave: Extrativismo · Território · Memória · Corpo · Paisagem · Comunidade

INICIO

 

Pypore nasce do desejo de compreender como o extrativismo transforma não apenas a paisagem, mas também as formas de vida que nela persistem. Desenvolvido em diferentes regiões do Paraguai, o projeto investiga como monocultivos, mineração, hidrelétricas e outros processos de exploração alteram simultaneamente o território, a memória coletiva e as relações sociais.

 

Ao longo da pesquisa, percorro comunidades, coleto materiais naturais, registro paisagens, converso com moradores e construo um arquivo de imagens, relatos e vestígios que revelam diferentes formas de habitar um território continuamente transformado.

 

A pintura deixa de representar a paisagem para tornar-se parte dela, incorporando pigmentos produzidos a partir de elementos coletados durante o percurso e estabelecendo uma relação direta entre matéria, memória e território.

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PROCESSO

A pesquisa combina deslocamentos por diferentes regiões do Paraguai, caminhadas, entrevistas, levantamento fotográfico, cartografia, coleta de minerais, solos e espécies vegetais, além da investigação de arquivos históricos e relatos orais.

Esses materiais são posteriormente transformados em pigmentos, registros e imagens que passam a integrar as pinturas e instalações, aproximando prática artística, pesquisa de campo e memória territorial


SOBRE O TÍTULO

Pypore deriva da palavra guarani pyporé, que significa pegada, rastro ou vestígio.

O projeto toma essa ideia como ponto de partida para investigar as marcas deixadas pelo extrativismo sobre a paisagem e sobre aqueles que a habitam. Mais do que representar um território, procura tornar visíveis os rastros materiais, afetivos e históricos que permanecem inscritos na terra.

Não me interessa representar acontecimentos. Interessa-me investigar os vestígios que eles deixam.

TEXTO CURATORIAL

 

Núcleo conceitual:​ O que permanece quando um território é continuamente explorado?

 

Toda forma de extração deixa marcas. Algumas tornam-se visíveis na paisagem; outras permanecem inscritas na memória daqueles que continuam habitando esses lugares.

 

Pypore investiga o território paraguaio como um arquivo vivo, onde diferentes processos de exploração econômica reorganizam não apenas a matéria da terra, mas também as formas de vida, os afetos e as narrativas que nela persistem.

 

projeto percorre diferentes regiões do Paraguai para compreender como monocultivos, barragens, mineração e transformações ambientais modificam paisagens, deslocam comunidades e produzem novas formas de relação entre corpo e território.

 

Ao articular pintura, fotografia, cartografia, coleta de materiais, arquivos e pesquisa de campo, Pypore propõe uma cartografia sensível do extrativismo. Mais do que documentar acontecimentos, procura compreender como diferentes camadas históricas permanecem inscritas na paisagem e continuam produzindo efeitos sobre o presente.

 

As pinturas incorporam pigmentos produzidos a partir de minerais, solos, cinzas e materiais naturais coletados durante a pesquisa. Cada obra torna-se, assim, um fragmento do próprio território investigado, estabelecendo uma continuidade entre paisagem, matéria e memória.
 

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